A filosofia de Alexandr Dugin e a Nova Resistência

 

Alexander Gelyevich Dugin
(nascido em 1962) é um filósofo, cientista político e estrategista russo, frequentemente referido pela mídia ocidental como o "cérebro de Putin" ou "Rasputin de Putin". Suas ideias são fundamentais para entender a atual postura geopolítica da Rússia, especialmente em relação à Ucrânia.
Ideologia e Principais Ideias
Dugin é o principal proponente do Neo-Eurasianismo e da Quarta Teoria Política:
  • Império Eurasiano: Defende que a Rússia deve liderar uma superpotência transcontinental (Eurásia) para combater a hegemonia "atlantista" (liderada pelos EUA e Reino Unido) e o liberalismo ocidental.
  • Multipolaridade: Argumenta que o mundo deve ser dividido em várias esferas de influência cultural e política, rejeitando o modelo de valores universais ocidentais.
  • Visão sobre a Ucrânia: Dugin afirma que a Ucrânia não tem sentido como estado independente e deve ser absorvida pela esfera russa. Ele é um defensor ferrenho da invasão russa.

A filosofia de Alexander Dugin, adotada pela Nova Resistência (NR) no Brasil, baseia-se na "
Quarta Teoria Política" (4TP), rejeitando liberalismo, comunismo e fascismo para defender um mundo multipolar, tradicionalista e antiliberal. O grupo busca soberania nacional, anti-imperialismo, e defende o eurasianismo, o distributismo e o conservadorismo social, opondo-se à hegemonia dos EUA.
Principais Pilares da Filosofia de Dugin na Nova Resistência:
  • Quarta Teoria Política (4TP): Dugin propõe uma síntese que supera as ideologias modernas, focando no "Dasein" (ser-aí) em vez do indivíduo (liberalismo) ou classe (comunismo).
  • Multipolaridade: Defesa de um mundo com múltiplos polos de poder civilizacional, contrapondo a unipolaridade liderada pelos EUA.
  • Neoeurasianismo: Visão de que a Rússia é o centro de uma civilização eurasiana, defendendo um "grande espaço" soberano.
  • Nova Resistência no Brasil:
    • Anti-imperialismo: Atuação contra o globalismo e a influência dos EUA.
    • Economia: Defesa da estatização de setores estratégicos e do distributismo.
    • Posicionamento Social: Conservadorismo, oposição à pauta progressista, defesa de "valores tradicionais" e, muitas vezes, apoio a pautas de soberania territorial (como a defesa do marco temporal para terras indígenas).
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Célio Azevedo.
Jornalista e analista político